quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Resumo prova final de citologia


CITOLOGIA

Bom, para quem está cursando cito deve saber que estudar não é muito fácil porque o professor não determina uma fonte específica que ele se baseia as provas, mas umas 3!! Então anotar durante a aula ajuda muito. Abaixo está um resumo de toda a matéria dada em cito na Unirio no 1 semestre. Espero que ajude.

CAP. 5: Membrana Plasmática
Responsável pela manutenção da constância do meio intracelular, que é diferente do meio extracelular.
Possui receptores específicos, tendo assim capacidade de reconhecer outras células e diversos tipos de moléculas, como por exemplo, hormônios. Este reconhecimento ocorre pela ligação de uma molécula específica(sinal químico ou ligante) com o receptor da membrana, que desencadeia uma resposta que varia conforme a célula e o estímulo recebido.
Constituída principalmente de lipídeos, proteínas e hidratos de carbono, mas a proporção destes componentes varia muito, conforme o tipo de membrana.
=>Lipídeos das membranas
Anfipática: Moléculas longas com extremidade hidrofílica (POLARES solúvel em meio aquoso) e uma cadeia hidrofóbica (APOLARES insolúvel em água porém solúvel em lipídeos).

Obs.: Glicolipídeos: designação genérica para todos os lipídeos que contêm hidratos de carbono, com ou sem radicais fosfato.

As membranas das células animais contêm colesterol, o que não acontece nas células dos vegetais, que possuem outros esteróis. Quanto maior a concentração de esteróis, menos fluida será a membrana.

Os lipídeos estão presos por interações hidrofóbicas, um tipo de ligação fraca.

Sintetizados no REL, e a transferência das moléculas lipídicas ocorre por migração para membranas que sejam contínuas com a membrano no REL, ou por vesículas.

=>Organização da membrana: mosaico fluido: duas camadas lipídicas fluidas e contínuas onde estão inseridas moléculas protéicas.
Obs.: Válido para todas as membranas celulares(mitocôndrias, cloroplasto, retículo endoplasmático, aparelho de golgi, lisossomos, endossomas, grânulos...)
Cadeias apolares voltadas para o interior da membrana, enquanto as partes polares são voltadas para o meio extracelular ou para o citoplasma.
A membrana é então um fluido que permite a movimentação das proteínas dentro de uma matriz lipídica líquida.

=>Proteínas da membrana plasmática
A atividade metabólica das membranas depende principalmente das proteínas. Cada tipo de membrana tem suas proteínas características, principais responsáveis pelas funções da membrana.
Sintetizadas no RER e transportadas por vesículas que passam pelo aparelho de golgi.

As proteínas podem ser divididas em:
-proteínas integrais ou intrínsecas: firmemente associadas aos lipídeos e só podem ser separadas de fração lipídica através da técnicas drásticas, como o emprego e detergente. Representa a maior parte das proteínas da membrana plasmática e aqui se incluem a maioria das enzimas da membrana, as glicoproteínas responsáveis pelos grupos sanguíneos M N, proteínas transportadoras, receptores para hormônios, drogas e lectinas.
Proteínas transmembranas: atrcavessam inteiramente a bicamada lipídica.

-proteínas periféricas ou extrínsecas: podem ser isoladas pelo emprego de soluções salinas. Não interagem com a região hidrofóbica da bicamada lipídica. Se ligam a membrana por interação com as proteínas integrais, ou interagindo com a região polar dos lipídios.

Principais proteínas da membrana: espectrina(proteína do citoesqueleto, provavelmtente a principal responsável pela forma de disco bicôncavo do eritrócito). Banda 3(serve como caminho para passagem de ânions através da membrana), glicoforina(defini os grupos M N)

Os grupos A B 0 estão na dependência de pequenas variações da estrutura dos hidratos de carbono presentes nos glicolipídios e glicoproteínas da membrana dos eritrócitos.

A membrana plasmática é assimétrica, existe além da diferença química entre as duas lâminas da bicamada lipídica, também uma diferença de carga elétrica.

obs.: criofratura: consiste em um congelamento rápido do tecido, seguido de sua fratura.

A estrutura trilaminar da membrana plasmática é visível em todas as membranas da célula. Por isso, a estrutura trilaminar foi denominada unidade de membrana ou membrana unitária. Apesar de morfologicamente parecida, as unidades de membrana não são iguais, nem morfologicamente, nem nas funções. Logo, embora a organização molecular básica das membranas seja a mesma, elas variam muito na composição química e nas propriedades biológicas.

As células apresentam, na superfície externa da membrana plasmática, uma camada de hidratos de carbono ligados a proteínas ou a lipídeos, denominada GLICOCÁLICE. É funcionalmente importante e sua composição não é estática, varia de um tipo celular para outro. Constituído por:
-porções glicídicas das moléculas de glicolipídios,
-glicoproteínas integrais.
-proteoglicanas(associação de moléculas protéicas e hidratos de carbono denominados glicosaminoglicanas)

Fibronectina: glicoproteína secretada abundantemente que passa a fazer parte do glicocálice. Tem a função de unir as células umas ás outras e à matriz extracelular. Estabelee continuidade entre o citoesqueleto e as macromoléculas do material extracelular dos tecidos.

Fibronexus: conjunto de macromoléculas protéicas (actina, vinculina, fibronectina) é o elo de união funcional, dinâminco, entre o citoesqueleto de uma célula e a superfície de outras células ou a matriz extracelulas dos tecidos.

A superfície celular é dotada de certo grau de especificidade que permite ás células se reconhecerem mutuamente e estabelecem certos tipos de relacionamento.
O contato de células do mesmo tipo, pode inibir a multiplicação celular ou não. Células cancerosas perdem a propriedade de inibição por contato. Depois de se encontrarem, as células cancerosas continuam se dividindo e amontoam-se desordenadamente umas sobre as outras.

Complexo principal de histocompatibilidade (MHC): glicoproteínas de membrana com parte constante e outra variável. Estão em todas as células do organismo. Não existe a possibilidade de mais de uma pessoa apresentar MHC idênticos, exceto para gêmeos idênticos. Para a relização de transplantes procura-se doadores cujos complexos MHC seja o mais semelhante possível aos do doador.

=>Transporte através da membrana
De modo geral, os compostos hidrofóbicos, solúveis nos lipídeos, como os ácidos graxos, hormônios esteróides e anestésicos, atravessam facilmente a membrana. Mas existem proteínas transmembranas que formam “poros funcionais, isto é, caminhos hidrófilos pelos quais passam muitos íons e moléculas que não conseguem atravessar a barreira lipídica.
A membrana plasmática é muito permeável à água.
Em sç hipotônica → célula aum volume devido penetração da água→ lise celuluar(rompe)
Em sç hipertônico perde água. Em isotônica o vol não se altera.
Em células vegetais → sç hipertônica → dim vol → membrana separa do esqueleto → plasmólise

Transporte de moléculas pequenas:
→ Difusão passiva: passagem de soluto impulsionado pela agitação térmica das moléculas do soluto. Sem gasto de energia. A favor de um gradiente.
→ Difusão ativa: há consumo de energia. Contra o gradiente.
→ Difusão facilitada: sem gasto de energia. A favor de um gradiente. A substância penetrante se combina com uma molécula transportadora ou permease, localizada na membrana plasmática.
→ Transporte impulsionado por gradientes iônicos: célula utiliza energia potencial de gradientes de íons para transportar moléculas e íons através da membrana. Contra o gradiente. Co-transporte.

Transporte de macromoléculas(proteínas, polissacarídeos, polinucleotídeos, microorganismos)
→ Transporte em quantidade
→ Fagocitose: formação de pseudópodos, formando um fagosoma, que é puxado pela atividade motora do citoesqueleto para o citoplasma. Fagosoma se funde com um ou mais lisosomas ocorrendo a digestão do maaterial fagocitado pelas enzimas hidrolíticas dos lisosomas. Este processo é desencadiado quando a partícula de fixa a receptores específicos da membrana celular, os glicolálices, logo é um processo seletivo.
Ex: em mamíferos → macrófagos
→ Pinocitose: Substância a ser incorcoporada adere a receptores da superfície celular. invaginação de uma áera localizada da membrna plasmática, formando-se pequenas vesículas que são puxadas pelo citoesqueleto e penetram no citoplasma. Em alguns casos, as vesículas de pinicitose formadas num lado da célula atravessam o citoplasma e lançam seu conteúdo no outro lado da célula, servindo como transportadoras
obs.: seletiva quando possui receptores ou não seletiva quando invagina uma região do citoplasma e tudo o que está nesse fluido.
Obs.: a endocitose seletiva é mediada por receptores e é facilitada pela aderência de clatrina e outras proteínas à superfície interna da membrana celular, onde se formam as vesículas.
→ Exocitose

=> Lisosomas
As enzimas lisosomais atuam na endocitose, componentes celulares ou serem secretadas para o meio extracelular. Contem enzimas hidrolíticas com atividade máxima me ph ácido e por isso genericamente donominados hidrolases ácidas. Suas enzimas digestivas poderiam destruir a célula se não estivessem envoltas numa embrana. Além disso, o ph do citoplasma é neutro, sendo uma proteção adicional. O elenco de enzimas presentes nos lisosomas é variável de acordo com o tipo celular e depende da especialização funcional de cada célula. Existentes em todas as células eucariontes.
Na membrana dos lisosomas existe uma enzima que utiliza energia liberada de ATP para bombear H+ para dentro dos lisosomas, estabelecendo assim um pH entre 4,5 – 5, ideal para a atividade das hidrolases ácidas.

Autofagia: degradação de porções do citoplasma pela atividade das enzimas dos lisosomas. As paredes das vesículas são constituídas por uma membrana que deriva do REL. Estas vesículas são chamadas vacúolos autofágicos. Esse processo é de grande importância para a renovação das organelas, já que possuem vida mais curta que da própria célula.

Obs.:Endossomo
É uma organela localizada entre o complexo de golgi e a membrana plasmática, que possui formas e dimensões variáveis. O endossomo primário é formado durante os processos de endocitose, onde a membrana plasmática envolve o material ingressado na celular. Em seguida o endossomo primário se funde ao lisossomo primário (vesícula marcada por manose 6-fosfato proveniente do golgi que carrega as enzimas lisossomais inativas) formando o endossomo secundário. Por meio de bombas de protons localizadas na membrana do endossomo secundário ocorre um decrescimo do pH desta organela o que torna as enzimas lisossomais ativas e converte o endossomo secundário em lisossomo secundário.

=>Microvilos
Especializado na absorção. (ex.: células que revestem a superfície interna do intestino delgado.)
Cada microvilo ou microvilosidade é uma expansão do citoplasma recoberta por membrana e contendo numerosos microfilamentos de actina responsáveis pela manutenção da forma dos microvilos. Seu glicocálice é mais desenvolvido do que no resto da célula.
Ex.: No intestino, a função dos microvilos é aumentar a área da membrana a fim de facilitar o trabsporte de nutrientes da cavidade ou luz intestinal para dentro da célula.
Ex.: Nos rins, microvilos são encontrados nos túbulos contorcidos distais, onde reabsorve moléculas aproveitáveis que são devolvidas ao sangue.

A maioria das células possui microvilos, embora não tão numerosos e organizados como nas células absorventes.

Além de aumentar a superfície celular, algumas enzimas da membrana das células de revestimento intestinal só existem nos microvilos como a dissacaridases e dipeptidases.

=> Estereocílios
Não possuem a estrutura nem a capacidade de movimento dos cílios verdadeiros. Assemelham-se aos microvilos, destes se distinguindo por se ramificarem e apresentarem maior comprimento. Ocorre apenas em certas células epiteliais. Aumentam a superfície da célula facilitando a absorção da água e outras moléculas.
=> CAMs
Glicoprotéinas da membrana responsáveis pela adesão entre as células. São receptores da superfície especializados em reconhecer outras células e a elas aderir, para constituir tecidos e órgãos.
1)IgCAMs: C-CAM → hepatócitos
Ng-CAM → neurônios e célula da glia.
N-CAM → participa na adesão dos neurônios
I-CAM → leucócitos (participa da adesão temporária dos leucócitos com as células endoteliais dos vasos sanguíneos, como parte do processo inflamatório.

2)Caderinas: dependentes da [Ca2+] no meio extracelular. Mantêm a adesão entra as células.
Obs.: Quando as células normais se transformam em malignas elas perdem a adesvidade separando uma das outras sendo levadas pelo sangue ou linfa produzindo tumores à distância, as metástases.

=>Estruturas de adesão e vedaçao
Desmosomas e junções aderentes: une fortemente as células umas as outras ou à matriz extracelular
Zônula oclusiva: promove vedação entre as células.
Nexos, junção comunicante ou gap junction: estabelece comunicação entre uma célula e outra.

Desmosomas
constituído pelas membranas de duas células vizinhas. Locais onde o citoesqueleto se prende à membrana celular e , como as células aderem umas ás outras, forma-se um elo de ligação do citoesqueleto de células vizinhas. A capacidade para prender as células vizinhas depende da presença de caderinas nessas membranas., por isso, o desmosomo só tem poder de fixar células quando a concentração de Ca2+ no espaço extracelular é norma.
Hemidesmosoma: estrutura parecida com o desmosomo que está na face das células espiteliais em contato com a lâmina basal (membrana não celular que separa o epitélio do tecido conjuntivo). Aderem à lâmina basal por meio de moléculas protéicas.

Junção aderente:
Sensíveis a [Ca2+], assim como os desmosomos, quando a [Ca2+] é baixa as células separam. Promove a adesão entre as células e oferece um local de apoio para os microfilamentos que penetram nos microvilos das células epiteliais com borda estriada.

Zônula oclusiva ou junçao oclusiva
Faixa contínua em torno da porção apical de certas células epiteliais, que veda total ou parcialmente o trânsito de íons e moléculas por entre as células. Controle celular. Permite a existência de potenciais elétricos diferentes, consequência de diferenças nas concentrações iônica entre as duas faces da camada epitelial.

Complexo juncional
constituído por: zônula oclusiva, junção aderente e uma fileira de desmosoma.
Estrutura de adesão e vedação.

Junção comunicante ou nexos ou junção de hiato
Função: estabelecer comunicação entre as células, permitindo que grupos celulares fuincionem de modo coordenado e harmônico.
Constituido por conjunto de tubos protéicos paralelos que atravessam as membranas das duas células. Cada tudo é formado por 2 tubos menores, conexons, pertencentes a cada uma das células vizinhas. Seu poro ou canal é hidrofílico. Não permitem passagem de macromoléculas.

CAP. 7: Citoesqueleto e movimentos celulares
O citoesqueleto mantém a forma das células e é responsável pela contração celular, pelos movimentos da célula, formação de pseudópodos e pelo deslocamento de organelas, vesículas e partículas no citoplasma.

Microfilamentos de actina, filamentos de miosina, microtúbulos e proteínas motoras são os principais constituintes do citoesqueleto e responsáveis pelos movimentos celulares.

Nas células eucariontes grande parte dos movimentos é devida a deslizamentos de filamentos de actina e miosina.

A unidade contrátil das células musculares é o sarcômero. Neste, além dos filamentos de actina e miosina, encontram-se outras proteínas que participam do controle da contração. O fluxo de íons de Ca desencadeia a contração muscular.

O movimento dos cílios e flagelos das células eucariontes são devido à atividade de microtúbulos e não ao sistema de actina miosina.

Microtúbulos: o processo de encurtamento e alongamento destes são devido a um desequilíbrio entre polimerização e despolimerização. A polimerização é regulada pela [Ca2+] e pelas proteínas associadas aos microtúbulos.
Participam da movimentação de cílios e flagelos, transporte intracelular de partículas, deslocamento dos cromossomos na mitose, estabelecimento e manutenção da forma das células.
Compõe cílios e centríolos.
O centrossoma é o centro organizador de microtúbulo.

Filamentos intermediários
Mais estáveis quemicrotúbulos e microfilamentos.
Uma vez formados, permanecem por longo tempo no citoplasma. Não tem participação direta na contração celular, nem nos movimentos de organelas, sendo primordialmente elementos ESTRUTURAIS. Funções desses filamentos dizem respeito ás atividades espcializadas das células diferenciadas(secreção, movimentação, proteção mecânica)
Abundantes em células que sofrem atrito como as da epiderme.

Obs.: Microtúbulos → contituído por tubulina
Microfilamentos → constituído por actina
Filamentos intermediários → formados de diversas proteínas fibrosas(queratina, vimentina, desmina, lamina...)sendo que queratina é exclusivamente de células epiteliais e estruturas derivadas, e desmina das células musculares lisas.

A contração muscular ocorre graças ao deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina para dentro do sarcômero, com o consequente encurtamento da distância entre as estrias Z. O deslizamento ocorre devido ao deslocamento lateral das pontes, graças à energia proveniente de ATP.
Os movimentos que acarretam modificações na forma das células resultam da interação de filamentos de actina com filamentos de miosina, são as contrações musculares, citocinese, movimentos amebóide).
Os microtúbulos e os microfilamentos de actina servem de ponto de apoio para a movimentação intracelular de partículas. Componentes motores promovem o deslocamento das partículas sobre os microtúbulos na direção + para - → dineínas ou – para + → cinesinas.

Cílios X Flagelos
Cílios são curtos e múltiplos. Flagelos são longos e únicos, e no homem encontrados somente no espermatozóide.
Tanto os cílios como os flagelos são feixes de microtúbulos formados por 9 pares de microtúbulos dispostos em círculo ao redor de um par central. Os microtúbulos dos pares periféricos apresentam-se fundidos uns aos outros, enquanto, no par central encontram-se separados.

CAP 8: Genética
A informação genética armazenada no DNA pode ser duplicada (replicação) ou transcrita sob a forma de RNA, que se traduz como proteína.

DNA → replicação → DNA
transcrição → RNA → tradução → proteína

=>Núcleo interfásico
Metabolicamente muito ativo, por isso erroniamente chamado de núcleo em repouso. Além da replicação do DNA, nele ocorre a transcrição dos diferentes tipos de RNA.
Componentes: envoltório, cromatina, nucleoplasma, matriz e nucléolos,

=>Envoltório nuclear
É a condensação periférica da cromatina. Constituído por duas membranas:
A membrana interna que apresenta um espessamento chamado lâmina, que é parte da matriz nuclear.
A membrana externa que apresenta ribossomos na face citoplasmática e é contínua com o RER.
Poros: estabelecem comunicação entre o interior do núcleo e o citoplasma. A passagem do material não é livre.
As proteínas próprias do núcleo são sintetizadas no citoplasma com um sinal nuclear específico. Essas proteínas marcadas para destino nuclear atravessam os poros por mecanismos desconhecidos que consomem ATP.
Cisterna perinuclear: espaço entre as duas membranas do envoltório nuclear.
Cromatina: é toda a porção do núcleo que se cora e é visível ao microscópio óptico, com exceção dos nucléolos. Seu grau de condensação varia de um tipo celular para outro. Quimicamente formada por DNA associada a proteínas histônicas e não histônicas e RNA. Todo o RNA é produzido na cromatina e posteriormente migra para o citoplasma. Caráter ácido.
*Heterocromatina: porções condensadas de cromatina. Porção inativa.
*Eucromatina: cromatina difusa.

Os nucléolos aparecem como uma massa densa e compacta com cavidades cheias de cromatina. Possuem quantidade constante de DNA para cada espécie.
A maior parte do RNA do nucléolo é sintetizado na cromatina não condensada em uma região denominada região organizadora do nucléolo.

Nucleoplasma: sç aquosa de proteínas, matabólitos e íons que preenche o espaço entre a cromatina e os nucléolos.

CAP 10: Síntese de macromoléculas
Além dos ácidos nucléicos, as principais macromoléculas presentes nas células são as protéinas, os hidratos de carbono e os lipídeos.
Os polirribossomos: uma molécula de RNAm (contém a sequência de nucleotídeos que será traduzida) + diversos ribossomos (onde se processa a tradução → síntese das móleculas protéicas.)
O ribossomo se forma pela união de duas subunidades presentes no citosol, que se prendem ao RNAm no início da síntese protéica, formando assim os polirribosomas = polisomas.

Os polisomos livres são responsáveis pela síntese de moléculas protéicas que serão incorporadas ás estruturas que não sintetizam proteínas ou que permanecem livres no citosol. Todas as células possuem polisomos livres! Quando a síntese de proteínas para o citosol é intensa, os polisomas constituem um componente citoplasmático dominante (ex: céulalas que reproduzem em ritmo acelerado → células embrionárias)

A síntese protéica feita pelos polisomas aderidos ao RER é caracterizada pela injeção dessa proteína na cisterna do RER. Como ocorre:
A síntese inicia no citosol pelo polisoma. A sequência de polipeptídeo no ribossomo possui uma sequência de sinal que destina-o para a cisterna. A SS se liga a proteína reconhecedora de sinal que interrompe a tradução. A síntese recomeça quando o ribossomo e a PRS se ligam aos seus respectivos receptores na membrana do RER. Quando a tradução recomeça a PRS se desprende. Quando termina a tradução as subunidades do ribossomo separam e tornam-se aptas para traduzir outro RNAm.
Esse processo é importante para separar do citosol moléculas que se destinam a certas organelas ou devem ser exportadas das células, e certas proteínas como enzimas poderiam causar danos no citosol.

RER
Síntese se proteínas para exportação. A síntese é feita a partir dos percursores obtidos dos alimentos.
Vesículas membranosas, cisternas achatadas e assumem aspecto de lâminas paralelas.
A quantidade de RER é proporcional à intensidade da síntese protéica.
Após a tradução as cadeias polipeptídicas passam por modificações no RER e no Golgi. Os eventos pós-traducionais são importantes por proporcionarem diversidade estrutural e funcional das moléculas protéicas traduzidas de um mesmo RNAm.
A glicosilação incial ocorre nas cisternas do RER. Obs.: A glicosilação terminal ocorre nas cisternas do Golgi.

Aparelho de Golgi
Sacos membranosos lisos, achatados e empilhados que apresentam curvas.
Presente em grande quantidade em células que secretam glicoprotéinas.
CIS → fosforilação das glicoproteínas lisosomais (marcação das enzimas lisosomais).
MEDIAL → sulfatação
TRANS → empacotamento, condensação, acúmulo, proteólise final (transforma proproteína em uma proteína ativa, esse processo continua e se completa nos grânulos de secreção), distribuição específica ( para a membrana plasmática, secreção e lisosomas).

Membrana constituída de fofolipídeos e proteínas que muitas vezes são enzimas relacionadas com a síntese de glicoproteínas, sulfatação e fosforilações. Grânulos de secreção, grânulos de leucócitos e lisosomas são formados no aparelho de Golgi.

A glicosilação terminal resulta da síntese de glicoproteínas diferentes que terão composição e destino diversos, conforme o tipo de glicosilação que sofreram. A glicosilação terminal é responsável não só por parte da especificidade dos vários tipos de glicoproteínas, mas também pelo destino final desses compostos.

Determinadas glicoproteínas são marcadas graças à fosforilação de sua fração glicídica. É o que ocorre com as enzimas lisosômicas. As proteínas (enzimas) destinadas ao interior dos lisosomas são sintetizadas no RER e transferidas para o aparelho de golgi por meio de vesículas transportadoras. No golgi, as proteínas destinadas aos lisosomos são marcadas pela adição de radicais fosfato aos resíduos de monose. Essas proteínas fosforiladas na monose interagem com receptores para a monose - 6 – fosfato, localizados na face interna das membranas do aparelho de golgi e, assim, são separadas da via secretória e dirigidas para os lisosomas que brotam do aparelho de golgi. Obs.: A marcação das enzimas lisosômicas começa então por fosforilação na rede PRÉ GOLGIANA.

Vesículas transportadoras: transportam material do RER para o golgi, de uma cisterna do golgi para outra, e do golgi para outras organelas.
obs.: Células mucosas são altamente hidrófilas e viscosas e tem como função lubrificar e defender. Presentes do tudo digestivo e árvore respiratória.

REL
Funções:
metabolização e desintoxicação de vários compostos, principal reservatório de Ca2+, síntese de fosfolipídios para numererosas membranas celulares.
Os hormônios esteróides são sintetizados graças a proximidade e interação do REL com as mitocôndrias.

Obs.: Secreção celular: atividade pela qual a célula retiro do líquido extracelular um produto cuja composição difere, qualitativa e quantitativamente, da composição do plasma sanguíneo. Gasto ATP
Obs.: As células cuja atividade é sobretudo de transporte consomem mais oxigênio e têm mais mitocôndrias do que as células cuja principal atividade é de síntase, já que o transporte de íons consome mais energia que a síntese de macromoléculas.

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